domingo, 1 de setembro de 2013

Obama afirmou que vai pedir autorização do Congresso apesar de dispor de amplos poderes legais para tomar uma ação militar - atitude que defendeu no discurso de hoje. Ele já havia deixado claro que acredita que os Estados Unidos devem fazer algo para responsabilizar o governo sírio pelo ataque, porém legisladores expressaram reservas sobre o custo e o impacto dos potenciais ataques, e o presidente afirmou o apoio é importante para a democracia americana. A intervenção defendida pelo presidente americano ocorre porque o uso de armas químicas "representa um perigo à segurança nacional" e é "um assalto à dignidade humana", nas palavras de Obama.
Ao lado de Joe Biden, Barack Obama disse que seu país está pronto para atacar a Síria a qualquer momentoClique no link para iniciar o vídeo
Ao lado de Joe Biden, Barack Obama disse que seu país está pronto para atacar a Síria a qualquer momento
"Vou pedir autorização para o uso da força aos representantes da população americana no Congresso. Teremos debate e votação quando o Congresso retornar ao trabalho (no dia 9 de setembro, após recesso)", disse o presidente americano em um pronunciamento no Jardim da Casa Branca acompanhado do vice-presidente, Joe Biden. "Estamos preparados para atacar quando quisermos", disse o democrata.
"É a coisa certa a se fazer para nossa democracia", disse Obama. "Sei bem que estamos cansados de guerra. Acabamos de pôr fim a uma guerra no Iraque, outra no Afeganistão. Não espero que cada nação vá nos apoiar. Mas somos os Estados Unidos da América. Não podemos, e não devemos, fechar os olhos para o que aconteceu em Damasco. É hora de mostrar ao mundo que a América se mantém fiel a seus compromissos."
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O discurso de menos de 10 minutos foi realizado um dia depois de a Casa Branca divulgar uma avaliação de inteligência em que afirmava ter "muita confiança" de que o governo sírio foi responsável pelo ataque em 21 de agosto com armas químicas em uma dúzia de bairros nos arredores de Damasco que mataram pelo menos 1.429 civis, sendo um terço deles crianças.
Funcionários de alto escalão da Casa Branca disseram acreditar que o Congresso norte-americano vai votar a favor da intervenção militar dos Estados Unidos na Síria por causa da ameaça que armas químicas representam para Israel e outros aliados na região.
Pedido formal
Horas depois do anúncio, a Casa Branca enviou ao Congresso o projeto de resolução para autorizar o uso da força contra a Síria. O texto, elaborado por funcionários da Casa Branca, não estabelece um prazo para a ação militar.
O documento, dirigido aos presidentes da Câmara dos Representantes e do Senado, estabelece que o "objetivo" do uso da força militar dos EUA contra a Síria é evitar o uso no futuro de "armas de destruição em massa" nesse país.
Além disso, solicita uma autorização para que Obama use a força da forma que considerar "necessária" e "apropriada", em relação ao uso de armas químicas e outros tipos de armamentos de destruição em massa no conflito sírio.
Com informações de agências internacionais.
Ativistas e oposição denunciam ataque com armas químicas na Síria
Terra


TERRA NA COPA


Jornal: após "chute no traseiro", gasto público com Copa subiu R$ 857 mi

Após crítica de Jérome Valcke (foto) há um ano e meio, gastos públicos foram colocados nos estádios que receberão a Copa do Mundo Foto: Paulo Whitaker / Reuters
Após crítica de Jérome Valcke (foto) há um ano e meio, gastos públicos foram colocados nos estádios que receberão a Copa do Mundo
Foto: Paulo Whitaker / Reuters
O jornal Folha de S. Paulo fez um levantamento e descobriu que desde a polêmica crítica que Jérome Valcke fez em março de 2012, na qual disse que o Brasil precisava "receber um chute no traseiro e entregar a Copa do Mundo", a injeção de dinheiro público nos estádios atingiu R$ 857,3 milhões. O governo federal também liberou outros R$ 74,7 milhões a entidades privadas para obtenção de empréstimos em condições especiais. Levantamento da Folha nas 12 sedes do torneio também aponta que, pela primeira vez, o custo das arenas bateu os R$ 8 bilhões. Em 2007, quando o Brasil foi anunciado como sede da Copa, a estimativa era de US$ 1,1 bilhão (R$ 2,6 bilhões, segundo a cotação atual). 
Em junho, em meio à onda de protestos que tomaram as ruas --muitos contra os gastos da Copa--, a presidente Dilma Rousseff utilizou pronunciamento em rádio e TV para dizer que "o dinheiro do governo federal gasto com arenas é fruto de financiamento", e que seria "devidamente devolvido". Mas 53% desses financiamentos foram destinados a Estados e municípios. Assim, continuarão sendo pagos com recursos públicos. As principais autoridades à frente da Copa do Mundo de 2014 se esquivam sobre o crescimento dos gastos públicos e totais das arenas do torneio. "O Ministério do Esporte e o governo federal não têm responsabilidade direta por nenhum dos estádios que estão sendo construídos ou reformados", disse a pasta ao jornal Folha de S. Paulo.

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