segunda-feira, 2 de dezembro de 2013


Inusitado »Granada é deixada na PF, dentro da Campanha do Desarmamento

Publicação: 02/12/2013 07:42 Atualização:

Uma granada de morteiro foi entregue à Polícia Federal, dentro da Campanha de Desarmamento. De acordo com a PF, é a primeira vez que o artefato deste tipo. O morrteiro de 82 milímetros foi deixado na sexta-feira passada por uma mulher cuja identidade é mantida em sigilo, em cumprimento à medida de prorteção defendida pela campanha. 

De acordo com a Polícia Federal de Pernambuco,  a granada, possivelmente de fabricação soviética utilizada pelo Partido Africano para a Independência da Guiné e cabo Verde. Em este, o artefato está inerte porque não tem o dispositivo de detonação na ponta, o que não a torna menos perigosa, por haver possibilidade de conter susbtância explosiva que pode provar uma detonação.

A granada será analisada por peritos criminais federais do esquadrão antibombas da PF e,em seguida, será enviada para o exército, para que seja destruída.

Entre outros tipos de armas inusitadas já recebidas pela campanha estão metralahadoras, fuzis antiogos usados pelo exército brasileiro, armas de fabricação caseira e de uso restrito das polícias e do exército de calibre proibido.

Mensalão »Oncologistas devem examinar Roberto Jefferson ainda nesta semanaO delator do mensalão foi condenado a 7 anos e 14 dias de prisão em regime semiaberto

Publicação: 01/12/2013 12:26 Atualização:

Jefferson recebeu o diagnóstico de câncer no pâncreas no ano passado (Pablo Jacob/Agência O Globo - 14/11/13)
Jefferson recebeu o diagnóstico de câncer no pâncreas no ano passado (Pablo Jacob/Agência O Globo - 14/11/13)
A pedido do Supremo Tribunal Federal, o Instituto Nacional do Câncer (Inca) nomeou ontem três médicos para avaliar o estado de saúde do ex-deputado Roberto Jefferson. Eles vão produzir um laudo para orientar o presidente do STF, Joaquim Barbosa, a definir se o ex-presidente do PTB deverá cumprir a pena imposta pela Corte em regime domiciliar. Condenado a sete anos de prisão no processo do mensalão, Jefferson recebeu o diagnóstico de câncer no pâncreas em 2012.

Os oncologistas Rafael Albagli, Carlos José Andrade e Cristiano Guedes Duque foram os escolhidos. Eles devem examinar Jefferson ainda esta semana na casa do ex-deputado em Levy Gasparian (RJ). A assessoria do instituto, no entanto, afirmou que a data da avaliação não está definida. Segundo o Inca, no ofício recebido pelo instituto, na sexta-feira, constava apenas o prazo da 24 horas para definir a junta que avaliará o presidente licenciado do PTB. Formado o grupo, a partir de agora, eles vão esperar que o Judiciário entre em contato para dar mais orientações, segundo a assessoria.

Jefferson, o delator do mensalão, foi condenado a 7 anos e 14 dias de prisão em regime semiaberto pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Depois da sentença, a defesa do ex-deputado entrou com pedido para que ele cumpra a pena em casa por motivos de saúde. No requerimento encaminhado ao Supremo, a defesa diz que Jefferson está %u201Cacometido de grave e irreversível comprometimento da sua saúde em razão do tratamento de neoplasia maligna%u201D.

Câncer »Morre o governador de Sergipe, Marcelo Déda

Publicação: 02/12/2013 06:33 Atualização:

Casado duas vezes, o governador deixa quatro filhos: Ricardo Fernandes/DP/D.A. Press
Casado duas vezes, o governador deixa quatro filhos: Ricardo Fernandes/DP/D.A. Press
Morreu hoje (2), aos 53 anos, o governador de Sergipe, Marcelo Déda. Vítima de um câncer gastrointestinal, o governador foi internado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, no dia 27 de maio, com dificuldades para se alimentar. Casado duas vezes, o governador deixa quatro filhos.
Advogado formado pela Universidade Federal de Sergipe, o político estava no segundo mandato. No seu lugar assumirá o vice-governador, Jackson Barreto, do PMDB.
Natural do município de Simão Dias, Déda milita na política desde a década de 70, nos movimentos secundaristas, quando conheceu o então dirigente sindical Luiz  Inácio Lula da Silva. Militante do Partido dos Trabalhadores (PT), no início dos anos 1980, Marcelo Déda foi fundamental na consolidação da legenda no estado.
Em 1985, o PT decidiu lançar o nome de Déda para concorrer às eleições municipais de Aracaju, com o objetivo de se firmar como um partido nacional. Na época, com 25 anos e sem recursos para a campanha, o candidato fez todos os programas eleitorais gratuitos de televisão ao vivo e apenas com a bandeira do partido na parede do cenário, montado no Tribunal Regional Eleitoral (TRE).
“A lei me facultava fazer ao vivo, então eu ia cru, pregava uma bandeira com durex e estava pronto o cenário do ‘ao vivo’. Aquilo que era uma desvantagem virou uma vantagem porque me transformei no âncora do programa eleitoral”, relatou o governador de Sergipe em sua página oficial na internet.
Na eleição municipal, mesmo com recursos para a confecção de 5 mil cartazes, Déda ficou em segundo lugar com quase 19 mil votos. Logo em seguida foi eleito deputado federal por Sergipe.
Um ano depois, ele foi eleito deputado estadual com mais de 32 mil votos. O revés eleitoral ocorreu em 1990, quando tentou se reeleger para uma das cadeiras da Assembleia Legislativa. Acusado de ter priorizado as atividades legislativas em detrimento dos movimentos sociais, Marcelo Déda obteve 10% dos 33 mil votos que o elegeram em 1986.
Em 1994, foi eleito para a Câmara dos Deputados e, em 2000, conquistou o primeiro mandato de prefeito de Aracaju referendado por 52,8% dos votos válidos. Reeleito em 2004, Déda começou a consolidar a trajetória política para a candidatura ao governo de Sergipe.
Em 2006, deixou a prefeitura de Aracaju para se candidatar ao comando do estado. Eleito em primeiro turno com 52% dos votos, Déda investiu em infraestrutura no interior do estado.
Em entrevista durante a campanha à reeleição, Marcelo Déda disse que o foco de seu governo no segundo mandato, 2010 a 2014, seria o combate à violência, o aprofundamento das políticas sociais e a continuidade das obras de infraestrutura iniciadas em 2006.

APREENSÃO DE DROGAS »Líder do Solidariedade pede que deputado Gustavo Perrela seja afastadoPF apreendeu 443 quilos de cocaína no helicóptero do parlamentar mineiro. "O caso causa constrangimento para o partido", admite líder da legenda

Publicação: 30/11/2013 12:37 Atualização:

O líder do Solidariedade (SDD) na Câmara dos Deputados, deputado federal Fernando Francischini (PR), pediu ao presidente do partido, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força (SP), o afastamento do deputado estadual Gustavo Perrella da legenda, até a conclusão do inquérito da Polícia Federal sobre a apreensão, no domingo, de 443 quilos de cocaína no helicóptero da empresa de agronegócio do parlamentar. O presidente da legenda, no entanto, informou por meio de nota que a sigla não tomará nenhuma posição até o fim das investigações.

“O caso causa constrangimento para o partido, que só tem 60 dias”, argumentou Francischini (PR), que é delegado licenciado da PF. Para ele, o afastamento de Perrella não seria um “pré-julgamento”, lembrando que ele deixaria a legenda para se defender. O líder ressaltou ter havido contradições na defesa de Perrella. “Ele primeiro diz que não tinha autorizado o voo. Quando a polícia o confrontou com a mensagem do piloto (informando sobre um frete), ele admitiu que sabia”, acrescentou. Como delegado da PF, Franscichini atuou em grandes operações contra o tráfico de drogas. Ele foi um dos policiais responsáveis pelas prisões do traficante colombiano Juan Carlos Abadia e Fernandinho Beira Mar.

A presidência do partido, contudo, considera que Perrella está sendo ouvido apenas como testemunha no inquérito. “Nenhuma das notícias veiculadas até o momento, nem mesmo o depoimento dos envolvidos no incidente, apontam o envolvimento do deputado estadual por Minas Gerais, Gustavo Perrella. Tendo em vista que o parlamentar mineiro figura unicamente como proprietário da aeronave e testemunha do episódio, não sendo sequer investigado, o partido aguardará a conclusão da investigação sob pena de promover julgamento sumário”, diz a nota.

Este foi exatamente o ponto reforçado pelo advogado de Perrella, Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, em conversa com o presidente da legenda, reforçando que o deputado não é investigado. Segundo ele, Paulinho da Força garantiu que não irá afastar o parlamentar. Ainda segundo Kakay, “tudo foi esclarecido” no depoimento que Perrella deu à PF na noite de anteontem, em Belo Horizonte. O parlamentar, intimado como testemunha, negou que soubesse do transporte da droga. Kakay acrescentou que será pedida à PF a restituição do helicóptero. Segundo ele, só em caso de propriedade de traficante a aeronaves apreendidas com drogas são leiloadas.

O piloto do helicóptero que transportava a cocaína, Rogério Almeida Antunes, admitiu à PF que os patrões não sabiam qual era a carga.

Sintonia »Os estragos no PT depois do escândalo do mensalãoPostura de militantes no mensalão cria abismo em relação à parte da sociedade que apoiou as prisões

Publicação: 02/12/2013 06:56 Atualização: 02/12/2013 07:15

Grupo de petista protesta e enaltece o papel dos líderes políticos como o ex-chefe da Casa Civil José Dirceu
Grupo de petista protesta e enaltece o papel dos líderes políticos como o ex-chefe da Casa Civil José Dirceu
Os petistas que se revezam na porta do presídio da Papuda e a nova direção do PT fluminense, que classificou os réus presos por causa do mensalão como heróis, estão em sintonia com parte da militância partidária, com a cúpula da legenda e com o Palácio do Planalto. Ao enaltecerem o papel de líderes políticos como o ex-chefe da Casa Civil, José Dirceu, o deputado licenciado José Genoino e o ex-tesoureiro Delúbio Soares, eles criam um abismo em relação à uma parcela da sociedade que apoiou a prisão dos condenados. Inclusive filiados.
Pesquisa Datafolha divulgada ontem mostrou que 87% dos entrevistados, e que votam no PT, apoiaram as prisões solicitadas pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa. “O PT ainda não entendeu o que está acontecendo, eles continuam olhando apenas para si”, disse um parlamentar da base aliada, após terminar uma conversa com um petista.
Durante a posse da nova diretoria do PT fluminense, a deputada Benedita da Silva, foi uma das que adotou o discurso de heroísmo de seus correligionários. “Os companheiros só poderão suportar a prisão se tiverem nossa solidariedade. Graças a Deus eles não conseguiram algemar nossos companheiros”. Benedita foi uma das parlamentares que se revezou com outros colegas nas sucessivas visitas aos condenados, prática que irritou familiares de presos e gerou descontentamento, inclusive a Dilma Rousseff, pois para ela, esse tipo de ato pode gerar antipatia nos demais detentos.
Desde que Barbosa autorizou a prisão dos primeiros réus do mensalão, no feriado de 15 de novembro, parte do PT tem levantado vozes e bandeiras contra o ato.
Integrantes do partido defenderam uma nota dura contra Barbosa na reunião do Diretório Nacional do dia 18, mas o documento citou o tema apenas no 12º parágrafo. Preferiu concentrar os ataques às críticas da oposição sobre o desequilíbrio fiscal brasileiro e a possibilidade de retorno da inflação.
Para um analista político que acompanha de perto o debate, a cúpula petista está guardando distância do tema. “Eles não vão levar esse assunto para a campanha, podem estar certos. Falcão (Rui Falcão, presidente reeleito do partido) tem se manifestado sobre o Genoino por causa do estado de saúde dele. Você não vê uma menção a Dirceu ou a Delúbio”.
Impeachment
Os petistas também tentaram, em um primeiro momento, mobilizar aliados no Congresso a pedir abertura do processo de impeachment contra Barbosa, alegando que ele cometera irregularidades jurídicas na decretação das prisões. A própria Dilma desanimou o líder do partido no Senado, Wellington Dias (PI), no encontro com os líderes da base aliada no Planalto. “Pode ter até havido algum tipo de irregularidade, mas comprar briga com Barbosa neste momento em que a opinião pública está celebrando o fim da impunidade, é um tiro no pé”, disse outro integrante. O líder do PT na Câmara, José Guimarães (CE), irmão de Genoino, divide-se entre a lealdade partidária e o amor fraternal que sente pelo familiar condenado. Após um discurso na Câmara onde pontuou os riscos do irmão na cadeia, ele chorou ao conversar com jornalistas. De lá para cá, uma junta médica solicitada por Barbosa disse que a prisão domiciliar, no caso de Genoino, não era “imprescindível”

domingo, 1 de dezembro de 2013

01/12/2013 - 18h09

Recheado de velhos conhecidos do futebol cearense, Santa Cruz é campeão da Série C

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FOTO: LANCENET
Dedé marcou o 1º gol do jogo
São 99 anos de história, tradição e, enfim, um título brasileiro. Neste domingo, com a vitória sobre o Sampaio Corrêa por 2 a 1, os fanáticos torcedores do Santa Cruz puderam gritar: "Somos campeões nacionais". E quem liga que tenha sido a Série C? Para o coração tricolor, não importa a divisão. O negócio é levantar troféu, gritar "é campeão" até não ter mais forças e encerrar com chave de ouro uma temporada histórica.
O time pernambucano foi campeão com o elenco recheado com jogadores que passaram pelo futebol cearense. Caso do goleiro Tiago Cardoso (ex-Fortaleza), o volante Luciano Sorriso (ex-Fortaleza) e o volante Dedé (ex-Ceará, Fortaleza e Ferroviário). Além do técnico Vica, que treinou o Fortaleza na Série C de 2012.
A equipe coral já tinha se garantido na Série B-2014, depois de passar seis anos vagando nas divisões menores do futebol nacional. Para o gran finale, novamente Arruda cheio, alguns minutos de tensão no fim do jogo, mas muita festa na arquibancada.
Entre o jogo do acesso e do título, um protagonista em comum: Flávio Caça-Rato, um dos mais folclóricos atacantes que surgiram pelas bandas de Pernambuco. Escalado como único atacante, ele marcou um dos gols da vitória. Na comemoração, tal qual Cristiano Ronaldo, ele fez questão de lembrar: "Eu estou aqui!". Como se a torcida não soubesse...

Além de Caça-Rato, são vários os herois desse título do Santa. Do goleiro Tiago Cardoso ao técnico Vica, cada peça coral deu sua contribuição. Contra o Sampaio Corrêa, o volante Dedé também resolveu mostrar serviço. Foi dele o primeiro gol, que aliviou a tensão aos 33 minutos do primeiro tempo, e o roubo de bola que originou o gol de Caça-Rato, logo no primeiro minuto do segundo tempo.
Dedé marcou o primeiro gol do Santa Cruz no Arruda (Foto: Aldo Carneiro)

O time maranhense vendeu caro o duelo. No primeiro jogo, segurou o 0 a 0 e, na volta, conseguiu fazer um jogo equilibrado na maior parte da etapa inicial. Mas os erros custaram o que seria o quarto título nacional do Sampaio. E diante de Caça-Rato e Cia, qualquer erro é fatal.
A Bolívia foi guerreira, tão gigante quanto o Santa, e a derrota na final não pode manchar a obra de arte que foi a Série C-2013. Foi apenas um borrãozinho. No segundo tempo, Cleitinho chegou a diminuir o placar, deixando o torcedor mais apreensivo e o jogo tenso. Afinal, o empate com gols daria o título ao Sampaio. Mas o Santa se segurou, graças a Tiago Cardoso, e ficou com o título. Estão todos de parabéns e que a festa continue.

Risco de Vasco e Fluminense caírem juntos chega a 68%, afirma matemático

Jogadores do Vasco comemoram vitória sobre o Náutico, mas risco de queda ainda é de 83%
Jogadores do Vasco comemoram vitória sobre o Náutico, mas risco de queda ainda é de 83% Foto: Guilherme Pinto / Agência O Globo
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A penúltima rodada do Brasileiro deixou uma péssima notícia para o futebol do Rio de Janeiro: ao menos um carioca cairá para a Série B de 2014. Hoje, de acordo com o matemático Tristão Garcia, Vasco e Fluminense estão na zona de rebaixamento com 83% e 85% de riscos de rebaixamento, respectivamente, e não teriam como saírem juntos dessa situação pelos critérios de desempate. E o cenário pode ficar ainda pior caso os 68% de riscos de caírem os dois se concretizem.
Os três times que ainda correm risco de cair são Internacional (1%), Criciúma (1%) e Coritiba (30%). Se todos perderem na última rodada, o Vasco teria condições de ultrapassá-los em caso de vitória contra o Atlético-PR, em Joinville. Já o Fluminense, só poderia passar o Coxa, ou seja, entre gaúchos, catarinenses e paranaenses, apenas um entraria no Z-4, mantendo um dos cariocas.
- Até sábado, os riscos de cair pelo menos um time do Rio eram de 95%. Mas depois dos resultados dessa rodada, chegam a 100%. É um cenário ruim para o futebol carioca. Mas o desastre total será se caírem os dois. O fato é que não há mais possibilidade de os dois escaparem - constatou o matemático.