sexta-feira, 19 de julho de 2013


  atualizado às 19h25

Revista revela caso entre monsenhor próximo ao Papa e guarda suíço

Vaticano minimizou as revelações; revista L'Espresso afirma que prelado que faz parte do chamado "lobby gay" tem um caso com o capitão da guarda suíça Patrick Haari

O papa Francisco dá bênção dominical na Praça São Pedro Foto: AP
O papa Francisco dá bênção dominical na Praça São Pedro
Foto: AP
O "lobby gay" voltou a abalar o Vaticano nesta sexta-feira depois que a revista italiana L'Espresso revelou o "escandaloso caso de amor" entre o monsenhor Battista Rica, nomeado pelo papa Francisco para um cargo estratégico no Banco do Vaticano, e o capitão da guarda suíça Patrick Haari.
Segundo o especialista em Vaticano dessa publicação, Sandro Magister, Ricca faz parte do chamado "lobby gay", uma rede de influentes prelados homossexuais, "um poder paralelo que trama contra o pontífice".
O atual colaborador do Papa argentino ganhou a confiança de Francisco nos primeiros quatro meses de pontificado, a ponto de ter sido designado seu representante pessoal no Banco da Santa Sé. Dentro do Vaticano, ele é conhecido pela agitada relação homossexual que manteve com um oficial da guarda suíça, quando trabalhava na nunciatura apostólica de Montevidéu, no Uruguai, de 1999 a 2000.
De acordo com o conhecido vaticanista, teriam omitido do papa toda essa informação sobre Ricca, motivo pelo qual ele não teve objeções a nomeá-lo "prelado" do Instituto para as Obras de Religião (IOR) - o Banco do Vaticano. A missão de Ricca no IOR é ajudar o papa no trabalho de limpeza da entidade, desacreditada pela corrupção interna, tráfico de influências e até lavagem de dinheiro.
A revista conta que o religioso aproveitou o cargo de núncio interino para nomear seu amante em Montevidéu, autorizando até o envio de seus pertences, além de designar um alojamento e um posto para ele.
"A clara relação de intimidade entre Ricca e o capitão Patrick Haari escandalizava muitos bispos, sacerdotes e laicos desse pequeno país sul-americano, incluindo as religiosas que se ocupavam da nunciatura", completou Magister.
As revelações do vaticanista foram consideradas "pouco confiáveis" pelo porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi.

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