sexta-feira, 6 de setembro de 2013


COLABORAÇÃO ESPECIAL

Amarildo: Caso na PF

04/09/13 23:17
atualizado em 05/09/2013 02:15

Ministro da Justiça quer que federais assumam investigações sobre desaparecimento
O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, determinou ontem que a Advocacia-Geral da União (AGU) analise a possibilidade de a Polícia Federal assumir as investigações sobre o desaparecimento do ajudante de pedreiro Amarildo de Souza, que sumiu em 14 de julho, após ser levado por PMs da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Favela da Rocinha à sede da unidade. </CW>
C<CW10>ardozo tomou a decisão após audiência em Brasília com dez deputados federais da bancada do Rio. O ministro ponderou que o desaparecimento de Amarildo não é um crime federal, mas que estudará medidas para saber como o Ministério da Justiça e a Polícia Federal podem colaborar com o caso.
A investigação está a cargo da Divisão de Homicídios (DH), que trabalha com duas linhas: de que Amarildo foi morto pelo tráfico ou executado por policiais da UPP. A família já pediu à Justiça o reconhecimento da morte presumida do ajudante de pedreiro.
O encontro entre Cardozo e os parlamentares foi solicitado pelo líder da bancada do PR, Anthony Garotinho, atendendo a pedido do deputado estadual Geraldo Pudim. Estiveram presentes, além de Garotinho, os deputados Jandira Feghali (PC do B), Alessandro Molon (PT), Simão Sessim (PP) e Otávio Leite (PSDB).
"A polícia do Rio caiu em descrédito após o caso Amarildo. Os fortes indícios de envolvimento de policiais UPPs nos dão calço legal para solicitar a federalização dessas investigações. Os deputados enxergam falhas na condução do caso. Acredito que o ministro tenha saído da reunião bastante sensibilizado", contou Pudim.

Nenhum comentário:

Postar um comentário