Publicação: Terça-feira, 13/08/2013 às 08:20:00
Metralhadora dispara
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Petronilo Oliveira
petronilo.oliveira@jornaldebrasilia.com.br
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Me liga daqui a cinco miuntos porque estou na boca do caixa”. Assim, atendeu a ligação feita pelo Jornal de Brasília, o atacante e artilheiro do Brasileirão, William. Indagado na sequência se já estava indo “sacar” a premiação pela vitória sobre o Criciúma, o jogador sorriu e respondeu: “Ainda não”.
E foi com essa humildade e alegria que autor de nove gols no Brasileiro e matador também do Paulistão, pela Ponte Preta, ao balançar as redes em 13 oportunidades. William é o jogador que poderia ou até pode ter chance em equipes de maior expressão. Entretanto, ele só é lembrado por ter feito parte do Santos, de Robinho e Diego.
“Já ouvi de muita gente na rua que eu poderia estar em um time de maior expressão. Mas eu sei bem que os bastidores do futebol são vergonhosos. Uma verdadeira bagunça, sem lógica”, desabafou. William tem 153 gols na carreira. E um aproveitamento de 70,5% na atual temporada pela Macaca.
Sem fugir da raia
Porém William não foge das perguntas. Ao falar que os bastidores do futebol são vergonhosos, ele enumerou as razões para tal alcunha. “São vários motivos quando se fala de contratação. Tem muito time grande com diretoria sem capacidade. Uns contratam um cara que não joga há um tempão por ele ser um falastrão. Para alguns, o fato de o cara falar demais é positivo. Pois um comentário provocativo após uma derrota pode servir para esquecer uma crise”, explicou o jogador, de 30 anos.
Porém, ele admite ser um cara mais calado e não faz esforço para aparecer na mídia. “Não fujo da imprensa. Mesmo se eu tivesse em uma situação ruim, te atenderia. Mas não procuro a mídia. Não forço para aparecer nos jornais como muitos que conheço fazem. Sou reservado. Diria que faço muito e falo pouco”. “Ah e também não tenho empresário amiguinho de treinador”, disse, destilando um veneno.
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