sexta-feira, 2 de agosto de 2013

PULSO01.08.2013 21h40m
Histórias como as das famílias americanas Hoyt e Long provam que o esporte não é individual

Por Victor Costa
Definitivamente, a corrida não é um esporte individual. E o exemplo da família carioca Silva não é o único. Nos Estados Unidos, duas histórias semelhantes provam esta teoria. A mais famosa é a da Team Hoyt, na qual o pai corre junto com o filho que tem paralisia cerebral. A outra é a do Team Long Brothers, formado por um menino de 9 anos que leva seu irmão mais novo, que também sofre de paralisia cerebral. Todos são triatletas.
RELEMBRE: A história do Team Hoyt & A história do Team Long

Conner Long sempre foi uma criança muito ativa, mas ficava triste ao ver que seu irmão Cayden, dois anos mais novo, não podia participar das mesmas brincadeiras, pois não conseguia se mover nem falar. Até que um dia, a mãe dos meninos, Jenny Long, estava lendo em uma revista sobre uma prova de triatlo infantil. Imediatamente, Conner se interessou pelo esporte e perguntou se poderia competir junto com o seu irmão. A mãe ficou surpresa e não teve como negar o pedido.

Foi no dia 5 de junho de 2011 que Conner, então com 7 anos, e seu irmão competiram pela primeira vez. Eles não subiram ao pódio, mas foram considerados os maiores vencedores do evento, levando o público às lágrimas. A partir de então, o Team Long Brothers virou unanimidade por onde passa, e chegou a estampar a capa da “Sports Illustrated”, a revista esportiva mais bem conceituada do planeta.

A outra história é mais antiga. Tudo começou em 1992, quando o pai Dick Hoyt e o filho Rick decidiram cruzar os Estados Unidos correndo e pedalando para arrecadar fundos em prol de uma instituição de caridade que cuida de pacientes com paralisia cerebral. De última hora, os patrocinadores pularam fora do projeto. Mas, mesmo assim, eles foram em frente.

Vinte e um anos mais tarde, a dupla ganhou uma estátua de bronze em tamanho real na largada da Maratona de Boston. Nada mais justo para um time que já completou 1.092 provas — incluindo 252 triatlos, 70 maratonas e 95 meias maratonas. Atualmente, o pai está com 73 anos e o filho com 51. A dupla não parou nem mesmo quando o pai sofreu um ataque cardíaco durante um treino, em 2002. Em novembro, a dupla vem ao Brasil para contar a própria história.

E você, corre por quem?
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